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terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Epifania do Cavaleiro


Crucificando meu destino, congelo meus sentimentos nesta ordem dos cavaleiros. Desejo não desejar a virtude que coagula minha ansiedade no confronto. Superestimo fronteiras 
inexploradas com um objetivo tão sublime de orgulhar um povo. Não admito ser o detentor dessa aurora, tal objetivo gera mais mentiras do que sorrisos. Faço com que minhas emoções busquem o equilíbrio ora com a sabedoria dos ignorantes ora com a ignorância dos sábios. Ao segurar a espada, crio a linha da vida enquanto resguardada na bainha e a teia da morte quando cravada no peito do justo. Ignoro a honra da ordem na busca da própria legitimidade. O maior tesouro é a paz do espírito a qual é uma pluma diante o peso das armaduras da discórdia e a conquista através do terror. Talvez o rei de copas deste mundo não se preocupe com o coringa dos céus, pois ambos estão em dimensões paralelas, fazendo assim, minha alma objetivar um dos polos. O sangue dos inocentes continuará a jorrar pois o estopim da guerra é a crédula crença da justiça de cada nação envolvida. Portanto, opto em não deixar uma luz nessa terra desprovida de amor. O caos desgasta o carinho e o fogo da bondade não consegue sobrepujar a frenesi do desleal.

P.S. - Na esperança de obliteração das trevas.


Um comentário:

  1. As palavras em embate inevitável. Lutam, jogam; jogo constante de adjetivos antônimos que pintam na tela imagem rematada de um "medievalismo" bonito de se ler.

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